E eu que desejava o martírio, é possível que morra em um leito!
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Nove anos falecimento nosso primeiro pároco


03/10/2010

Dia 06 de outubro de 2010 completam 9 anos de falecimento de nosso primeiro pároco, Pe. Luiz Albino Bertolotti. Após algumas intervenções cirúrgicas, idas e vindas do hospital, partiu para a Vida Eterna em 06 de outubro de 2001.

Já no leito de morte não deixou de passar seus ensinamentos. Uma de suas últimas frases marcou bastante as pessoas que o conheceram bem.  

“Não perca sua fé na Igreja por causa dos homens. A Igreja não erra nunca. Quem erra são alguns homens que nela estão”.

Abaixo, um pequeno resumo de sua vida.

Luiz foi o terceiro filho de um total de seis. Seu pai, Bertolotti Albino Batista, um italiano de Piemonte, veio para o Brasil onde conheceu Francisca de Paula Marciel e, com ela casou. Dessa união nasceu José Albino Bertolotti, Evaldo Reis Bertolotti, Luiz Albino Bertolotti, Henrique Braz Bertolotti, Rosa Raiggi Bertolotti e Maria Guadalupe Bertolotti.

Os pais eram católicos fervorosos. Seu pai, inclusive, era dedicado à Irmandade do Santíssimo Sacramento; foi confrade e fundador da Conferência Vicentina “Domingos Sávio” na capela Dom Bosco; grande devoto e divulgador da devoção a Dom Bosco, pertencendo também a família salesiana sendo colaborador e dando à mesma um filho para o sacerdócio: Pe. Luiz.

Padre Luiz nasceu em São José dos Campos - SP no dia 02 e março de 1926. Seus pais tinham uma chácara onde hoje é o Paço Municipal. Ali, talvez, Pe. Luiz tenha vivido, brincado, estudado parte de sua vida. Ia à Santa Missa e comungava com freqüência. Certa vez questionado sobre namoradas, ele respondeu: “Tinha uma moça que eu gostava e achava muito bonita. Um dia indo à Missa, a encontrei e a convidei para ir. Falei que comungava sempre. Ela falou que achava besteira colocar uma ‘bolachinha de trigo’ na boca e dizer que é o Corpo de Cristo. Desde então, deixei de admirá-la e já não me interessava”.

Teve amigos memoráveis, que o ajudaram, com certeza no rumo de sua vocação. O Pe. João Marcondes Guimarães, o Pe. João da Matriz de São José, era amigo da família e, participou com alegria da organização e festa de sua primeira Missa. Um outro amigo, este em processo de Canonização, foi o Pe. Rodolfo Komorek, Salesiano, freqüentava a casa dos pais de Pe. Luiz como se fosse um membro da família. Talvez, o fato de seu pai ser um participante ativo da Igreja, devoto de Dom Bosco e Pe. Rodolfo um Salesiano, amigo fiel da família, colaboraram para que a vocação de Bertolotti se aflorasse com tanta intensidade, que o fez vivê-la com tamanho prazer que nem férias merecidas ele tirava.

O trecho a seguir foi extraído de matéria do Jornal ValeParaibano de 06 de dezembro de 1963 escrita por Pe. Germano Slemp S.D.B.

“Foi funcionário da Tecelagem Paraíba S/A onde trabalhou por três anos. Ingressou no colégio Salesiano de Lorena – SP, indo depois continuar seus estudos no seminário Lavrinhas – MG. Em 1951 recebeu a batina e fez Noviciado durante um ano em Pindamonhangaba – SP saindo daí Salesiano de Dom Bosco. Em 1952 rumou par a Lorena onde ingressou na Faculdade Salesiana licenciando-se em Pedagogia. Trabalhou três anos no pré-seminário de Pindamonhangaba como professor e assistente de alunos. De 1957 a 1960 vêmo-lo novamente em Lorena como enfermeiro e professor do Ginásio São Joaquim. Daí seguiu para capital paulista onde iniciou naquele mesmo ano o Curso de Teologia na Lapa (Instituto Salesiano Pio XI).” Foi ordenado sacerdote no dia 08 de dezembro de 1963 na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora – SP tornando-se o primeiro padre joseense da Congregação Salesiana a receber essa dignidade. Sua Missa solene foi realizada na Igreja Matriz São José em São José dos Campos – SP no dia 29 de dezembro de 1963, o que foi notícia também no jornal Correio Joseense de 05 de janeiro de 1964 com a manchete: “O Revmo. Padre Luiz Albino Bertolotti rezou sua primeira Missa”.

Seus pais já falecidos, não tiveram a felicidade de vê-lo como padre, mas tinham esperança, pois, o pai ergueu uma capela em homenagem a Dom Bosco no terreno onde hoje é o Paço Municipal e dizia que seu filho celebraria sua primeira Missa nela.

Quando retornou ao Vale do Paraíba, fixou-se em Caçapava – SP, vindo depois no início da década de 70 (século XX) como vigário para a Paróquia Santa Teresa do Menino Jesus, onde permaneceu até o fim de sua vida. Faleceu em 06 de outubro de 2001.

Fonte: www.pequenavia.com.br

 

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