O pecado mortal não me tiraria a confiança.
Bom Dia! São José dos Campos, terça-feira, 17 de outubro de 2017

Avisos Paroquiais
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18º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Lc 12, 13-21 - No desapego está nossa verdadeira segurança


04/08/2013

Alguém faz um pedido a Jesus. Como resposta, Jesus apresenta a esse alguém e a todos nós, o alerta contra a ganância, que é origem de muitos males que afetam as pessoas, desunem as famílias e afastam de Deus.

O ensinamento de Jesus não significa desprezo absoluto dos bens materiais, como se o cristão devesse viver na miséria. Na verdade, precisamos sim das coisas para viver bem, mas devemos servir-nos delas somente na medida em que nos ajudam a ir na direção que Deus aponta para nossa realização. Não devemos permitir que elas se tornem um absoluto em nossa existência, passando a determinar nossos comportamentos e, não raro, desviando-nos da verdade.

Jesus percebe que a ganância cria um muro entre as pessoas, impedindo-as de se entenderem. Tanto aquele que não quer dividir a herança com seu irmão, quanto aquele que pede a Jesus para intervir na questão está movido pelo apego ao dinheiro e já não enxerga o outro como pessoa e já não vê a relação fraterna como realidade mais importante.

Isso não nos deve fazer pensar somente nos grandes empresários que querem sempre ganhar mais com a venda de seus produtos ou nos grandes investidores que vivem correndo atrás de lucros cada vez maiores. Devemos pensar também naquelas pessoas que trabalham demais para manter um padrão de vida determinado pela sociedade consumista e já não tem tempo para o descanso, o lazer, os familiares e amigos e, muitas vezes, a prática religiosa.

Diante disso, o que Jesus nos ensina, primeiramente, é que precisamos de muito pouco para ser felizes, pois a verdadeira realização do ser humano não depende do dinheiro ou dos bens materiais. Por isso, não devemos nos angustiar por causa do dinheiro e das coisas, achando que somente possuindo-os estaremos bem.

Em seguida, contando a parábola do homem cuja terra deu uma grande colheita, Jesus nos mostra que a confiança total nos bens materiais é uma loucura.

A posse de bens em abundância não livra a ninguém da própria morte, nem faz com que as pessoas encontrem o verdadeiro sentido de sua existência. A preocupação exagerada com o dinheiro e com as coisas pode impedir a pessoa de viver os valores do Evangelho tais como a fraternidade, a partilha, a solidariedade, a sobriedade e a liberdade e, com isso ser obstáculo para que chegue à verdadeira realização de si mesma e dos seus semelhantes.

 

Pe. Edinei Evaldo Batista

Pároco

 

 
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